12 de jan. de 2012

Deixa vai...

Voce me atrofia em um um mundo de ilusoes confundidas pelos seus e eus.
Misturando.
Nao.
Nao faz isso.
Nem um movimento.
Se quer?
Para.
E serio.
Para, vai.
Vai.
Me prende, me aperta e me faz.
Faco.
Faz assim Assim.
Mulher.
Isso.
So voce sabe.
Eu gosto.
Me sinto mole.
Estou com fome.
O que voce quer?
Voce. Te quero e tem que ser agora. Ah! Como te quero como quero você.

Te amo

Todas as coisas que me envolvem, me desertam e despertam de todo o tudo.
Estarei esperando o dia. Vem aqui e depois iremos de maos dadas.
E seguro te ter aqui.
Comigo, todos os dias, horas, segundos e milesimos.
Depois de um tempo, eu me peguei relatando pra mim, parecendo louca sem fechar a boca que nao cessa o falar.
O falar do que eu vivo, iluminado o nao concreto.
Sentir o meu amor.
Que e tao lindo.
Eu amo voce.

19 de jan. de 2011

A historia das coisas

http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E&feature=player_detailpage#t=6s


Muda e estagnada.
Sem palavras.

Quem?

Me pego por vezes pensando no que faço, nas minhas atitudes e até que ponto as mesmas me são convenientes.
Porque mostro se não quero que conheçam?
Porque não tenho controle?
Porque não sou quem quero ser?
Me pego pensando em mim, e me questiono se estou louca.
Se sou o eu que quero ser.
Ou se perdi meus domínios.
É, eu sou meio louca!
Brigo comigo mesma.
Não acredito!
Não acredito no que posso e faço.
Porque sinto que nasci assim.
Eu preciso me dar espaço.
No contratempo das minhas desavenças comigo.
Para enfim descobrir de que lado estou naquele determinado momento.
E assim eu me vou.
Comigo ou comigo.

A falta

Saudades de quem fazia, dizia e escrevia.
Saudades de voce menina dos olhos.
Cor de burro quando foge.
Saudades do corpo que movia, falava e movimentava.
Saudades dela.
Do meu encontro com ela.
Saudades de mim.
Sinto falta da falta de não ter.

2 de set. de 2010

Por mim...

Eu... se eu fosse eu...
Eu seria.
Eu veria.
E com o que visse faria.
Tornaria tudo que pra mim em mim fosse coerente.
Ou nao.
E que seja.

5 de ago. de 2010

Cheiro Queimado

Pensando em mim no mundo, e no que eu faço com ele.
Não é assim.
Tudo o que se passa e acontece ou aconteceu.
E triste, bem triste.

“O melhor de tudo é o que penso e sinto, pelo menos posso descrever; senão, me asfixiaria completamente”. Anne Frank

...

3 de ago. de 2010

Minha felicidade

Feliz.
Eu sou muito feliz.
Todos os dias.
Toda as horas.
Mesmo com tudo acontecendo la fora.
Sei que tudo não é bom.
Mas sei que tudo também não é ruim.
Tem dias que acordo com todo vapor.
Em outros nem lembro de mim.
Aiai...
Eu sorrio.
Eu sorrio muito.
É gostoso sorrir, é gostoso gargalhar.
E o choro de alegria!
Como é bom chorar.
É muito bom se emocionar.
De alegria então, não há nem o que falar
Sou feliz.
Não preciso viver sorrindo.
Não preciso viver chorando.
Não preciso chora de tanto rir.
Nem perder o controle de tanta tristeza, e me perder no gargalhar.

Ariane Oliveira

30 de jul. de 2010

O meio

A humanidade...
A tão banal humanidade.
A realidade banaliza as tais banalidades.
Pra quem enche o bolso...
Quem não tem troco.
Quem não tem o que comprar.
Como lhe comprar.
Não tem dinheiro, vasa.
Se tem dinheiro passa.
Se trocar, e retrocar trocando.
Passa raspando.
Fechando os olhos pra não ver o que esta acabando.
Alimentar o que vê.
Ver sem ter nada pra dar, nem pra comer.
Nem, e nem do nem.
Ser feita e refeita de todos e de ninguem.
Á coisas que não vamos entender.
Só vivendo e entendendo o reviver.
E só sentindo pra saber.
Sina?
A minha sina eu mudo.
E há de ser melhor.
E há de ser pra quem.
Cada qual que sozinho se levanta.
Não causa vento.
Que dirá ventania.
A classe menos favorecida.
A que não muda, que nada faz.
Somos dominados pelo sistema!
Ouço á trancos e barrancos.
Entre atos e megafones.
E quem é o sistema?
Somos nós.
Sou eu que apenas me revolto.
Sou aquele que nem me incomodo.
Sou aquele que não me importo.
Exercemos domínio sobre o outro.
E o pior é que deixamos nos engolir.
Lutar, lutar e lutar.
E a tão vaga sociedade que deixam lhe culpar.


Ariane Oliveira

28 de jul. de 2010

Dançar... Há! Como é bom.


Quando desaprendo a falar me transformo em musica.
E danço no meu ritmo.
No meu tempo.
E me torno o maior de todos os espetaculos que a vida já escreveu.
Dançando livre.
Desde ao levantar até o repouso.
E danço no descançar.
Me movimento num constante som.
Desde o pisar ao buzinar.
E danço...
Caminho entre corpos que repetem a mesma coregografia.
Dão passos, movimentam os braços.
O corpo se acostuma num constante pulsar.
Pra enferrujar de nada mais precisa.
Trabalhar e depois molhar.
Sem se arriscar ou sair do eixo.
Tudo tão igual.
Que só de pensar me faz cansar.
Tenho tanto a experimentar.
Só me falta arriscar.

"Não há coisa melhor nesse mundo, que dançar"

Arrisquem!



Ariane Oliveira

Que quebrem os muros!

Os muros e as paredes me impedem.
Há! Essas barreiras.
Coisa chata.
Coisa estranha.
Coisa tamanha.
Pequena e notável.
Insignificante significável.
Impede o comum de transformar, de crescer.
Pra que tantos tabus.
Tanto pode, isso não pode.
Quem foi que disse o primeiro sim e o primeiro não?
Interrompendo sonhos de toda geração.
Confesso eu mataria...
O famoso bicho papão, chamado padrão.

Ariane Oliveira

Falar de amor.

Falar o que? Pra quem? Falar como?
Dizer que é bom, que é lindo, magico...
Cada qual ama do seu jeito, cada um sente do teu jeito.
O amor é pra todos e de todos.
Eu amo minha família, amo meus amigos, amo quem me faz bem.
Até mal também.
Eu amo.
O amor é um só, e vários também.
O meu amor é esse aqui, o meu amor é o que eu amo, o que me ama.
O que pra mim é gostoso e desgostoso.
Pra você,pra mim,pra ele,pra ela,pro nós.
No amor ninguém manda e nem desmanda.
Não há submisso, nem dono.
Só se ama, se completa, se venera.
Da prazer, recebe o que lhe é prazeroso, o que me agride e também fere.
É tomar e pertencer.
Ela que me encanta e me fascina.
Ela que é meu bem, meu mal.
Essa paixão louca.
Atordoada e doada.
Amando e sendo amada.
O encontro de ambos.
É só amor.
Idas e vindas.
Amar é bom e revigora.

Ariane Oliveira

Aos olhos de quem sente





Ô tristeza feliz por me fazer infeliz.
Motivos deploráveis quanto a tal tristeza.
Choro sem motivo.
Sofro o mais intenso sofrer...
Essa tal dor que me sacia e me destrói.
Enfraquece-me e da forças.
Faz-me tão transparente.
Dando vida a nudez de minha alma.
Nua bebo todos os meus medos.
Dor e desejo.
Gozando emoções intensas.
Me alimento de mim.
Prazer e dor, feliz por me fazer infeliz.
A alma consumindo o corpo.
O corpo consumindo a alma.
Num único ato.

Ariane Oliveira