28 de jul. de 2010

Dançar... Há! Como é bom.


Quando desaprendo a falar me transformo em musica.
E danço no meu ritmo.
No meu tempo.
E me torno o maior de todos os espetaculos que a vida já escreveu.
Dançando livre.
Desde ao levantar até o repouso.
E danço no descançar.
Me movimento num constante som.
Desde o pisar ao buzinar.
E danço...
Caminho entre corpos que repetem a mesma coregografia.
Dão passos, movimentam os braços.
O corpo se acostuma num constante pulsar.
Pra enferrujar de nada mais precisa.
Trabalhar e depois molhar.
Sem se arriscar ou sair do eixo.
Tudo tão igual.
Que só de pensar me faz cansar.
Tenho tanto a experimentar.
Só me falta arriscar.

"Não há coisa melhor nesse mundo, que dançar"

Arrisquem!



Ariane Oliveira

Que quebrem os muros!

Os muros e as paredes me impedem.
Há! Essas barreiras.
Coisa chata.
Coisa estranha.
Coisa tamanha.
Pequena e notável.
Insignificante significável.
Impede o comum de transformar, de crescer.
Pra que tantos tabus.
Tanto pode, isso não pode.
Quem foi que disse o primeiro sim e o primeiro não?
Interrompendo sonhos de toda geração.
Confesso eu mataria...
O famoso bicho papão, chamado padrão.

Ariane Oliveira

Falar de amor.

Falar o que? Pra quem? Falar como?
Dizer que é bom, que é lindo, magico...
Cada qual ama do seu jeito, cada um sente do teu jeito.
O amor é pra todos e de todos.
Eu amo minha família, amo meus amigos, amo quem me faz bem.
Até mal também.
Eu amo.
O amor é um só, e vários também.
O meu amor é esse aqui, o meu amor é o que eu amo, o que me ama.
O que pra mim é gostoso e desgostoso.
Pra você,pra mim,pra ele,pra ela,pro nós.
No amor ninguém manda e nem desmanda.
Não há submisso, nem dono.
Só se ama, se completa, se venera.
Da prazer, recebe o que lhe é prazeroso, o que me agride e também fere.
É tomar e pertencer.
Ela que me encanta e me fascina.
Ela que é meu bem, meu mal.
Essa paixão louca.
Atordoada e doada.
Amando e sendo amada.
O encontro de ambos.
É só amor.
Idas e vindas.
Amar é bom e revigora.

Ariane Oliveira

Aos olhos de quem sente





Ô tristeza feliz por me fazer infeliz.
Motivos deploráveis quanto a tal tristeza.
Choro sem motivo.
Sofro o mais intenso sofrer...
Essa tal dor que me sacia e me destrói.
Enfraquece-me e da forças.
Faz-me tão transparente.
Dando vida a nudez de minha alma.
Nua bebo todos os meus medos.
Dor e desejo.
Gozando emoções intensas.
Me alimento de mim.
Prazer e dor, feliz por me fazer infeliz.
A alma consumindo o corpo.
O corpo consumindo a alma.
Num único ato.

Ariane Oliveira