30 de jul. de 2010

O meio

A humanidade...
A tão banal humanidade.
A realidade banaliza as tais banalidades.
Pra quem enche o bolso...
Quem não tem troco.
Quem não tem o que comprar.
Como lhe comprar.
Não tem dinheiro, vasa.
Se tem dinheiro passa.
Se trocar, e retrocar trocando.
Passa raspando.
Fechando os olhos pra não ver o que esta acabando.
Alimentar o que vê.
Ver sem ter nada pra dar, nem pra comer.
Nem, e nem do nem.
Ser feita e refeita de todos e de ninguem.
Á coisas que não vamos entender.
Só vivendo e entendendo o reviver.
E só sentindo pra saber.
Sina?
A minha sina eu mudo.
E há de ser melhor.
E há de ser pra quem.
Cada qual que sozinho se levanta.
Não causa vento.
Que dirá ventania.
A classe menos favorecida.
A que não muda, que nada faz.
Somos dominados pelo sistema!
Ouço á trancos e barrancos.
Entre atos e megafones.
E quem é o sistema?
Somos nós.
Sou eu que apenas me revolto.
Sou aquele que nem me incomodo.
Sou aquele que não me importo.
Exercemos domínio sobre o outro.
E o pior é que deixamos nos engolir.
Lutar, lutar e lutar.
E a tão vaga sociedade que deixam lhe culpar.


Ariane Oliveira

28 de jul. de 2010

Dançar... Há! Como é bom.


Quando desaprendo a falar me transformo em musica.
E danço no meu ritmo.
No meu tempo.
E me torno o maior de todos os espetaculos que a vida já escreveu.
Dançando livre.
Desde ao levantar até o repouso.
E danço no descançar.
Me movimento num constante som.
Desde o pisar ao buzinar.
E danço...
Caminho entre corpos que repetem a mesma coregografia.
Dão passos, movimentam os braços.
O corpo se acostuma num constante pulsar.
Pra enferrujar de nada mais precisa.
Trabalhar e depois molhar.
Sem se arriscar ou sair do eixo.
Tudo tão igual.
Que só de pensar me faz cansar.
Tenho tanto a experimentar.
Só me falta arriscar.

"Não há coisa melhor nesse mundo, que dançar"

Arrisquem!



Ariane Oliveira

Que quebrem os muros!

Os muros e as paredes me impedem.
Há! Essas barreiras.
Coisa chata.
Coisa estranha.
Coisa tamanha.
Pequena e notável.
Insignificante significável.
Impede o comum de transformar, de crescer.
Pra que tantos tabus.
Tanto pode, isso não pode.
Quem foi que disse o primeiro sim e o primeiro não?
Interrompendo sonhos de toda geração.
Confesso eu mataria...
O famoso bicho papão, chamado padrão.

Ariane Oliveira

Falar de amor.

Falar o que? Pra quem? Falar como?
Dizer que é bom, que é lindo, magico...
Cada qual ama do seu jeito, cada um sente do teu jeito.
O amor é pra todos e de todos.
Eu amo minha família, amo meus amigos, amo quem me faz bem.
Até mal também.
Eu amo.
O amor é um só, e vários também.
O meu amor é esse aqui, o meu amor é o que eu amo, o que me ama.
O que pra mim é gostoso e desgostoso.
Pra você,pra mim,pra ele,pra ela,pro nós.
No amor ninguém manda e nem desmanda.
Não há submisso, nem dono.
Só se ama, se completa, se venera.
Da prazer, recebe o que lhe é prazeroso, o que me agride e também fere.
É tomar e pertencer.
Ela que me encanta e me fascina.
Ela que é meu bem, meu mal.
Essa paixão louca.
Atordoada e doada.
Amando e sendo amada.
O encontro de ambos.
É só amor.
Idas e vindas.
Amar é bom e revigora.

Ariane Oliveira

Aos olhos de quem sente





Ô tristeza feliz por me fazer infeliz.
Motivos deploráveis quanto a tal tristeza.
Choro sem motivo.
Sofro o mais intenso sofrer...
Essa tal dor que me sacia e me destrói.
Enfraquece-me e da forças.
Faz-me tão transparente.
Dando vida a nudez de minha alma.
Nua bebo todos os meus medos.
Dor e desejo.
Gozando emoções intensas.
Me alimento de mim.
Prazer e dor, feliz por me fazer infeliz.
A alma consumindo o corpo.
O corpo consumindo a alma.
Num único ato.

Ariane Oliveira

26 de jul. de 2010

Arte e poesia


Me peguei pensando.
Amo a arte, amo o que faz com as pessoas.
E descobri o que eu ja sabia.
A arte pra mim é como agua.
Preciso beber, e preciso todos os dias.
Se não, não dá, eu não vivo, eu vegeto.
Foi então que descobri.
Arte é minha alma.
Arte é minha calma, meu incômodo.
Meu podre, meu belo.
Ser quem sou e quem quero ser, sem me perder de mim.
Ser o que simplesmente estou afim.
Descobrir tudo que há dentro desse universo que é meu.
Eu me exploro, eu me sinto.
Poesia, o que é a poesia?
Poesia é o poema com versos.
Poesia é o que emociona, o que doi e incomoda.
Da vigor á quem te olha, á quem te toca, á quem te sente.
Arte é poesia, e tudo que é poetico é arte.
Tampouco um sem o outro nada faz, nada muda.



Ariane Oliveira

Sonhei...

Sonhei com um sonho confuso.
Sonhei que corria perigo.
Sonhei que as coisas que realmente me fazem feliz eu ja possuo.
As outras são apenas complementos.
E nesse sonho eu fugia, e fugia.
Um sonho estranho.
Sempre no mesmo lugar.
Apenas isso.
Um lugar medieval, com roupas medievais.
Eu uma mera camponesa asiática, que sonhava e amava um amor impossivel.
Sonho triste.
Acordei cansada.
Com o corpo dolorido e pesado.
Mas aliviada por não ter deixado meu amor ir embora.
Porque realmente é assim que eu sou.
Se o amo, tomo pra mim.
Esse amor será meu, se assim eu desejar.
Caso contrario.
Será meu em meu coração, não em meus braços.
Em outros casos, se é que existem.
Será meu de qualquer forma.


Ariane Oliveira

O despertar

Até ontem, nada tinha.
Até ontem, assim estava bom.
Até ontem, nada eu queria.
Até ontem.
Hoje eu quero.
Hoje eu devo.
Hoje eu posso.
Hoje eu vou.
Hoje eu sou.
O mais lindo que há... pois eu vivo.
Sem medo do amor,sem medo de amar.
Pronta?Não.


Ariane Oliveira