30 de jul. de 2010

O meio

A humanidade...
A tão banal humanidade.
A realidade banaliza as tais banalidades.
Pra quem enche o bolso...
Quem não tem troco.
Quem não tem o que comprar.
Como lhe comprar.
Não tem dinheiro, vasa.
Se tem dinheiro passa.
Se trocar, e retrocar trocando.
Passa raspando.
Fechando os olhos pra não ver o que esta acabando.
Alimentar o que vê.
Ver sem ter nada pra dar, nem pra comer.
Nem, e nem do nem.
Ser feita e refeita de todos e de ninguem.
Á coisas que não vamos entender.
Só vivendo e entendendo o reviver.
E só sentindo pra saber.
Sina?
A minha sina eu mudo.
E há de ser melhor.
E há de ser pra quem.
Cada qual que sozinho se levanta.
Não causa vento.
Que dirá ventania.
A classe menos favorecida.
A que não muda, que nada faz.
Somos dominados pelo sistema!
Ouço á trancos e barrancos.
Entre atos e megafones.
E quem é o sistema?
Somos nós.
Sou eu que apenas me revolto.
Sou aquele que nem me incomodo.
Sou aquele que não me importo.
Exercemos domínio sobre o outro.
E o pior é que deixamos nos engolir.
Lutar, lutar e lutar.
E a tão vaga sociedade que deixam lhe culpar.


Ariane Oliveira